Durante visita de Lula, Marília e Humberto defendem os próprios nomes para o governo de Pernambuco.

   



 A chegada do ex-presidente Lula (PT) balançou as conversas dentro do partido. A sigla está dividida entre lançar uma candidatura própria ou fazer parte de uma coligação, com uma possível cabeça socialista. 


A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que a legenda não descartou a possibilidade de uma candidatura majoritária. A deputada Marília Arraes reafirmou a defesa de seu nome para a disputa pelo Governo do Estado em 2022.“Meu posicionamento é que o PT tenha candidatura própria. Eu acho que isso é perfeitamente possível”, comentou. A parlamentar firmou que irá manter essa posição, sem prejudicar as articulações nacionais de Lula. 


Outro nome possível é o do senador Humberto Costa, que também tem se colocado como candidato possível caso o PT lance candidatura própria. “Naturalmente, vamos discutir a sucessão no estado, temos aspirações próprias do PT de Pernambuco, mas tudo isso dentro de uma linha mais ampla de viabilizar nossa vitória para Presidência da República (...) Algumas pessoas tem cogitado esse meu nome. Isso me deixa lisonjeado. Sempre me coloquei à disposição do partido para cumprir tarefas. Acho que meu nome tem competitividade para fazer essa disputa". 


O objetivo da vinda de Lula ao Recife é costurar alianças para fortalecer sua candidatura. No entanto, há membros no partido que defendem a renovação da antiga aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco. O próprio Humberto também enxerga essa união como uma possibilidade. 


A agenda de Lula no Recife inclui, ainda neste domingo, um jantar com o governador Paulo Câmara (PSB), e com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), cujo pai, o ex-governador Eduardo Campos, nutria amizade com o petista em vida e era seu aliado político antes de romper a aliança para concorrer à presidência da República contra a então presidente Dilma Rousseff (PT).

Fonte - Diário de PE 


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