CBHSF participa da 2ª Oficina do Programa de Monitoramento para Diagnóstico de Qualidade da Água no Baixo São Francisco.

 

CBHSF participa da 2ª Oficina do Programa de Monitoramento para Diagnóstico de Qualidade da Água no Baixo São Francisco.

 



Na manhã da última quarta-feira (21) foi realizada a 2ª oficina por videoconferência que tratou do diagnóstico de qualidade da água, visando um programa de monitoramento no Baixo São Francisco. O evento contou com a presença de representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Agência Nacional de Águas, Agência Peixe Vivo, SEMARH (AL), SEDURBS (SE), de operadores de redes na bacia, como CHESF e CODEVASF, bem como universidades e Centros de Pesquisa da UFAL, UFBA, UNIT, ITPS e Embrapa.

A oficina teve o objetivo de conjugar os interesses para a construção de articulação entre os parceiros, que poderão assumir obrigações no Programa de Monitoramento, após a sua implantação na região do Baixo São Francisco, conforme os Termos de Parceria. Na ocasião, foi apresentada uma proposta preliminar para o programa de monitoramento com 20 pontos em Alagoas, Sergipe, Bahia e Pernambuco.

Também foram propostos procedimentos adicionais, tais como: parâmetros, periodicidade, agrotóxicos, sedimentos, entre outros. Após as apresentações os participantes se manifestaram com sugestões a serem incorporadas à proposta de programa e indicar a forma que suas instituições poderão contribuir.

De acordo com Jacqueline Fonseca, coordenadora técnica da Agência Peixe Vivo, o trabalho está sendo realizado pela empresa PROFILL, vencedora do processo de licitação. Ela lembra que este é um contrato que se encontra inserido no âmbito do plano de trabalho específico chamado PTE, anexo do contrato de gestão firmado com a ANA e realizado com fonte de recursos próprios da ANA, e não os recursos da cobrança pelo uso da água na bacia, como a maioria dos projetos contratados.

 



 

 

“A primeira oficina foi realizada em 1º de outubro e foram apresentados os dados das duas primeiras campanhas realizadas no âmbito desse projeto. Dados sobre a qualidade da água obtidos com levantamentos primários e também o que a empresa conseguiu investigar acerca deles foram mostrados com base na literatura. Ontem (21) aconteceu a segunda e última oficina prevista nesse contrato e teve o objetivo de discutir os aspectos técnicos, operacionais e institucionais para a implementação e operação de uma rede de monitoramento para o Baixo São Francisco. O fato é que existem algumas instituições que realizam o monitoramento de alguns parâmetros na região, então a ideia é tentar criar uma rede de monitoramento mais robusta com os parceiros trabalhando de forma articulada e isso requer muita conversa, afirmação de compromissos e responsabilidades a serem a assumidas para que tudo seja operado em sintonia”, explicou.

Segundo Sidnei Agra, diretor da PROFILL Engenharia e gerente técnico do projeto, ficou acordado que os debates sobre as parcerias ainda continuarão acontecendo, pois envolve outros atores de cada instituição. “É muito importante o debate, pois ele irá colaborar para a melhor execução do Programa de Monitoramento no Baixo São Francisco. Nas próximas reuniões serão trazidas mais ideias para aplicabilidade no projeto”, disse.

Para Maria Nogueira, representante da Câmara Técnica de Planos, Programas e Projetos (CTPPP) do CBHSF, a impressão da oficina de ontem foi positiva e ela acredita que o que foi apresentado pela PROFILL, de acordo com o objetivo dos Termos de Referência, está sendo cumprido. “Foram trazidos questionamentos para os órgãos gestores de recursos hídricos sobre os locais e quais pontos seriam melhores para se ampliar a rede de monitoramento. O representante da PROFILL tem respondido o que está proposto no termo de referência e tudo dentro do prazo. Quanto às oficinas, estão sendo muito ricas porque os participantes estão trazendo suas contribuições e seus pontos de vista e isso ajudará na elaboração do relatório final desse estudo. As informações geradas no diagnóstico serão incorporadas no sistema de informações de recursos hídricos e vão ser apropriadas pelos gestores do Comitê para adicionar aos seus trabalhos. O objetivo de tudo isso é para que o Comitê possa melhorar a qualidade e a quantidade da água nessa área da bacia do São Francisco”, finalizou.

fonte: https://cbhsaofrancisco.org.br

 

 

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