Diretores de hospitais fazem apelo à população em uníssono: fique em casa!

Diretores de hospitais fazem apelo à população em uníssono: fique em casa! 

Na linha de frente do combate ao novo coronavírus, médicos demonstram preocupação com o atual cenário da doença em Alagoas 

 Para a infectologista e diretora-médica do Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira, Sarah Dominique Dellabianca, o isolamento social ainda é a única maneira eficaz para se proteger da doença 

 

Eles são médicos e diretores de importantes unidades hospitalares instaladas em Maceió, integrantes do sistema de saúde público, privado e filantrópico. Pelas redes sociais ou através dos veículos de comunicação, o apelo vem em uníssono: “fique em casa!”. Diante do aumento de casos da Covid-19, esses profissionais, que também atuam na linha de frente da batalha diária contra o novo coronavírus, demonstram preocupação com o atual cenário da doença em Alagoas e alertam para os riscos de não se manter o isolamento social.
“Faço um apelo à população alagoana que respeite a medida do isolamento e que todos procurem se manter dentro de casa. Essa ainda é a única medida eficaz, já que não dispomos ainda de vacina, tampouco de um tratamento curativo. Tudo o que nós temos são opções terapêuticas indiretas ao combate à Covid-19”, disse a infectologista e diretora-médica do Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira, Sarah Dominique Dellabianca.
Ela percebe que há em Alagoas um aumento significativo de casos da Covid-19, principalmente de ocorrências graves e, por isso, reforça o apelo. “Isso é um clamor dos profissionais de saúde à população alagoana: permaneça em suas casas!”.
A diretora-médica do Hospital Escola Hélvio Auto, Luciana Pacheco, recordou que Maceió é a capital com o maior número de pessoas portadoras do novo coronavírus. Segundo ela, mais de 40 bairros já têm moradores acometidos pela doença, concentrados, sobretudo, na Ponta Verde, Jatiúca, Cidade Universitária, Pinheiro, Mutange, Vergel, Poço e Ponta Grossa.
“Além de Maceió, a doença já espalhou para outros municípios como Marechal Deodoro, Rio Largo, Satuba... Então, a doença existe. As pessoas precisam se conscientizar disso. Não é invenção de ninguém”, ponderou a médica infectologista, conclamando a todos que façam a sua parte e obedeçam ao isolamento social.
“Venho aqui pedir encarecidamente à população que faça a sua parte, fique em casa e só saia se for necessário. O propósito do isolamento domiciliar é não congestionar as unidades de saúde”, explicou o diretor-médico do Hospital Veredas, onde o Governo do Estado contratualizou leitos para o tratamento de pacientes com a Covid-19.
“Apesar das suas crenças nas tecnologias e até nas drogas tão discutidas nas redes sociais, o fato concreto é que nenhuma delas tem sido efetiva em evitar a imensa mortalidade que temos observado no mundo inteiro; então, fique em casa!”, observou o diretor-médico do Hospital do Coração, Ricardo César Cavalcante.
É guerra!               
Também na linha de frente no combate ao coronavírus, o diretor-médico do Hospital Sanatório, Tadeu Muritiba, revela – ao descrever os casos - que tem se deparado com uma “desgraça” e por isso reforça a necessidade da manutenção dos cuidados diários para não contrair e não espalhar a doença. Para ele, a situação é gravíssima: o mundo atravessa uma guerra contra o vírus.
“Em primeiro lugar, lavar as mãos e manter a distância social. O isolamento é muito importante nesse momento, tanto para prevenir a sua saúde como das pessoas que vocês amam e ainda para deixar pronto o nosso serviço de saúde para quando a gente mais precisar”, citou.
O diretor-médico da Santana Casa de Misericórdia de Maceió, Arthur Gomes Neto, diz observar um aumento substancial do número de pessoas que chegam àquela unidade de saúde com sintomas da Covid-19, sobrecarregando ambulatórios. O profissional atenta para o grande volume de pessoas internadas com sintomas graves da doença. “É praticamente cinco vezes maior do que há uma semana”, comparou, dizendo-se preocupado pela possibilidade de congestionamento de toda a rede de saúde, sem que haja leitos para internar todos que necessitam.

 

 

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