Justiça Federal determina que governo não vincule campanha "Brasil não pode parar.

Justiça Federal determina que governo não vincule campanha "Brasil Não Pode Parar.


Ao contrário do que recomenda o Ministério da Saúde, publicidade pede que população ignore a quarentena

Decisão desse sábado (28) impõe multa de R$ 100 mil a cada infração cometida - Foto: Marcos Corrêa/PR

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou neste sábado (28) que a peça publicitária "Brasil Não Pode Parar" não deve circular em rádio, TV, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, sob pena de multa no valor R$ 100 mil a cada infração.

Na liminar concedida pela juíza Laura Bastos Carvalho consta que o governo não deve "sugerir à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento".

A decisão veio a partir de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal.

A campanha "Brasil Não Pode Parar" foi contratada após o decreto emergencial do governo federal, o que permitiu que fosse realizada sem licitação. A peça teve um custo de R$ 4,8 milhões e incentivava a população a seguir sua vida normal, ignorando avisos de quarentena.

:: Artigo | Até Trump muda discurso sobre coronavírus, e Bolsonaro está isolado no mundo ::

Na prática, a peça pede que as pessoas desrespeitem as recomendações do Ministério da Saúde, que vem pedindo o máximo de isolamento social possível, de forma que a população só saia de casa quando estritamente necessário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem adotado a mesma postura.

Desde sexta-feira (27) a campanha já circula informalmente nas redes sociais

Fonte Brasil de Fato

Site Revista do Luiz

,