Mais de 1 milhões de pessoas participaram de mobilização em defesa da educação


Mais de 1 milhão de pessoas participam de mobilizações em defesa da educação.


Balanço da CNTE revela que professores, trabalhadores e estudantes de escolas públicas, universidades e institutos federais paralisaram as atividades em 122 cidades contra cortes de Bolsonaro

Milhares tomaram a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra os cortes na educação. Cena se repetiu em 122 cidades

São Paulo – O Dia Nacional de Greve na Educação contra o corte de 30% do orçamento federal da áreamobilizou mais de 1 milhão de pessoas em manifestações em cidades de todos os estados e no distrito federal, apenas na manhã desta quarta-feira (15), segundo balanço dos organizadores. Os protestos seguem no período da tarde.

A iniciativa do governo Bolsonaro revoltou professores, pesquisadores, trabalhadores e estudantes de escolas públicas, universidades e institutos federais. "As medidas do governo Bolsonaro são um ataque aos municípios, aos estados, à população. Sem investimento na educação não há desenvolvimento”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.

O corte atinge as verbas discricionárias, utilizadas para pagamento de despesas de funcionamento, serviços terceirizados, restaurantes universitários, água, energia, internet, entre outras. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) teve de bloquear 4.798 bolsas de pesquisa. Após muita pressão de pesquisadores e cientistas, 1.224 bolsas foram liberadas. Em visita a Dallas, nos Estados Unidos, Bolsonaro declarou que os manifestantes são “idiotas úteis” e “massa de manobra”.

“Ao chamar o educador de um 'idiota útil', o presidente mostra o quanto ele desrespeita a profissão que é responsável por formar os demais profissionais e não tem noção do papel desta categoria na formação dos brasileiros", afirmou Araújo. A pauta de reivindicações da mobilização também inclui o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, dos sucessivos cortes nas políticas educacionais e da ameaça de acabar com a vinculação constitucional que assegura recursos para a educação, defendida pelo ministro da Economia Paulo Guedes. Os atos pacíficos também são uma prévia para a greve geral dos trabalhadores contra a reforma da previdência, marcado.

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